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Tibau // Prefeito cassado e novo pleito


O juiz da 32ª Zona Eleitoral, em Areia Branca, Cláudio Mendes Júnior, decidiu ontem cassar o prefeito de Tibau, Francisco Diniz (PSB), e determinou que sejam realizadas eleições complementares no município, localizado a cerca de 40 km de Mossoró, levando ao cargo a presidente da Câmara Municipal, Evaneide Fernandes, também do PSB.

A justiça trabalhou com base em denúncias de captação ilícita de votos durante a campanha eleitoral, em ação movida pela oposição. A assessoria jurídica do prefeito Francisco Diniz confirmou que vai recorrer da decisão no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) acreditando numa reversão do quadro. Enquanto isso, a presidente da Câmara assume o comando do município. Evaneide, também conhecida por Neinha, é correligionária de Francisco Diniz.

Tibau é mais um município onde houve suspeita de compra de votos. O TRE analisou casos em Parnamirim, Ipueira e Currais Novos.


Fonte: Diario de Natal



Nordestino não fica solteiro, ele fica solto na bagaceira!
Nordestino não vai embora, ele vai pegar o beco!
Nordestino não diz ‘concordo com você’, Ele diz: Né issssso, homi!!!! Né merrrrmo?
Nordestino não conserta, ele imenda!
Nordestino quando se empolga, fica com a mulesta dos cachorros!
Nordestino não bate, ele ’senta-le’ a mãozada!
Nordestino não sai pra farra, ele sai pro muído, pra bagaça!
Nordestino não bebe um drink, ele toma uma!

Nordestino não é sortudo, ele é cagado!
Nordestino não corre, ele dá uma carreira!
Nordestino não malha os outros, ele manga!
Nordestino não conversa, ele resenha!

Nordestino não toma água com açúcar, ele toma garapa!
Nordestino não engana, ele faz o migué!
Nordestino não percebe, ele dá fé!
Nordestino não sai apressado, ele sai desembestado!

Nordestino não aperta, ele arroxa!
Nordestino não dá volta, ele arrudeia!
Nordestino não espera um minuto, ele espera um pedacinho, uma besteirinha!
Nordestino não é distraído, ele é avoado, apombaiado!
Nordestino quando está irritado com alguém diz: Homi largue de frangagem!

Nordestino não fica com vergonha, ele fica encabulado, todo errado!
Nordestino não passa a roupa, ele engoma!
Nordestino não ouve barulho, ele ouve zuada!
Nordestino não acompanha casal de namorados, ele segura vela!
Nordestino não rega as plantas, ele ‘agoa’.

Nordestino não quebra algo, ele tora!
Nordestino não é esperto, ele é desenrolado!
Nordestino não é rico, é estribado!
Nordestino não é homem, é macho!
Nordestino não chama ’seu desalmado’, ele grita ‘infeliz das costa ôca!’

Nordestino não pede almoço, ele pede o cumê
Nordestino não come carne, ele come ‘mistura’
Nordestino não lancha, merenda!
Nordestino não fica satisfeito quando come, ele enche o bucho!
Nordestino não dá bronca, dá carão!

Nordestino não fica com raiva, ele ‘pega ar’!
Nordestino não casa, ele se amanceba!
Nordestino não tem diarréia, tem caganeira!
Nordestino não tem mau cheiro nas axilas, ele tem suvaqueira!
Nordestino não tem perna fina, ele tem dois cambitos!

Nordestino não é mulherengo, é raparigueiro!
Nordestino não se diverte, ele “bota pa decê”!
Nordestino não joga fora, ele rebola no mato!
Nordestino não exagera, ele alopra!
Nordestino não vigia as coisas, ele pastora!
Nordestino não se dá mal, ele se lasca todinho!

Nordestino quando se espanta, não diz “Xiiii!”, ele diz “Viiixi Maria! Aff Maria!”
Nordestino não vê coisas de outro mundo, ele vê malassombro!
Nordestino não é escroto, é o creca!

Nordestino não é chato, é caningado!
Nordestino não é cheio de frescura, é pantinzeiro!
Nordestino não pula, dá pinote!
Nordestino não arranja briga, arranja intriga!
Nordestina não fica grávida, fica buxuda!

Nordestino não fica bravo, fica com a gota serena!
Nordestino não é malandro, é cabra de pêia!
Nordestino não fica apaixonado, ele arrêia os pneus todiinho.

Autor desconhecido

Da terra

“Foi muito interessante essa ideia de criar um site para que a gente, filho da ‘terrinha’ que vive fora, possa saber das notícias de Espírito Santo e matar as saudades da imagem de N. Sra. da Piedade”.


Gilberto Cortez (torcedor do Santa Cruz), Recife-PE

Olha só a caboquinha que baixou no meu sonhar
Linda não, aquelas tuia
Meu sonho foi pras cucuia quando dei fé de olhar.
Bem dizer, o jeito dela era um cristal de flanela de tanto fofo e brilhar
De lindeza bem muitona, de fofura desossada
Beicinho do bago grosso de bicudez encarnada
Um pilãozinho de cintura, dez léguas de formosura de vastidão deleitada
Criaturinha agarroza, festejosa no chegar
Cosquenta pelo cangote, mulecota nos coisar
Com três horas de espio, não dá pro cabra espiar
De tanto perigo afoito, trinta e sete, trinta e oito, os chinelins de pisar
Dois risquin de sobrancelha, os ói azul festejado
Platibandinha de testa, sem franzido ou pinicado
Linda não, aquelas tuia
Dei dois viva de aleluia, nesse sonho iluminado.

Mas repare meu cumpade, Cuma se deu o sonhado
A mãe dela intrometeu-se, de oxente interrogado
Eu só estou, caboquinha, tu essa hora sozinha nesse sonho amatutado
Sois cabocla apetrechada, de padrescíceras virtudes
Não te mete no destroço de viver de sonho e osso com o fulaninho dos grudes
Tu sois a miss lindeira, primeira nata da nata
Baliza tricampeã do estadual da Prata
Sois cabocla zero um, dos CPF tudin
Zero um das bonitezas, rainha das maciezas, sois discípla do pudim
Vai-te embora desse sonho, repara teu atrapalho
Tu podes morrer pisada pelos coturnos do orvalho
Será que tu não enxerga que esse sonho é coisa ruim?
Se teu pai não fizer não nada, dou-te uma surra bem dada, com uma fita de cetim

Acordei mais retesado, do que tora de imbúia
Banhei o rosto vincado, com quatro águas de cuia
Nunca mais sonhei com ela.
Uh… desorderinha dela
Linda não, aquelas tuia.

Jessier Quirino

Amigo
Roberto Carlos


Você meu amigo de fé
Meu irmão camarada
Amigo de tantos caminhos
E tantas jornadas
Cabeça de homem
Mas coração de menino
Aquele que está do meu lado
Em qualquer caminhada
Me lembro de todas as lutas
Meu bom companheiro
Você tantas vezes provou
Que é um grande guerreiro
O seu coração é uma casa de portas abertas
Amigo, você é o mais certo
Das horas incertas

As vezes em certos momentos difíceis da vida
Em que precisamos de alguém prá ajudar na saída
A sua palavra de força, de fé e de carinho
Me dá a certeza de que eu nunca estive sozinho
Você meu amigo de fé
Meu irmão camarada
Sorriso e abraço festivo na minha chegada
Você que me diz as verdades com frases abertas
Amigo, você é o mais certo nas horas incertas

Não preciso nem dizer
Tudo isso que eu lhe digo
Mas é muito bom saber
Que eu tenho um grande amigo
Não preciso nem dizer
Tudo isso que eu lhe digo
Mas é muito bom saber
Que você é meu amigo





Hojé é dia de São João, aniversário de nascimeto de Manoel Teixiera, o Velho Guerreiro, de Carlão, meu irmão, e da morte de João Henrique, meu pai.


Hoje veremos o sexto pefil da série de Espírito-santenses que deixaram nossa cidade em busca de uma vida melhor, e comprovaram a teoria: por meio dos estudos é possível conseguir mobilidade social.


Leia a seguir:


***

JN! – Nome, idade e cidade onde vive:

Marcos Santos Bezerra, 32 anos. Rio de Janeiro – RJ.


JN! – Em que ano você deixou Espírito Santo? Qual era sua idade e em que situação você saiu?

MS – Saí em 1993, com 16 anos, quando fui estudar em Natal por influência de meus irmãos Júnior e Denise, que já moravam lá.


JN! – Em que momento você percebeu que ao continuar na cidade não teria condições de estudar e trabalhar? Houve esse momento ou sua saída aconteceu por outras razões?

MS – Quando vi meus irmãos passarem na ETFRN – Escola Técnica Federal do Rio Grande do Norte, percebi que eles teriam um futuro melhor que o meu, pois estando em Espírito Santo eu não poderia almejar muita coisa além de continuar a trabalhar com meu pai no comércio.


JN! – Conte-me um pouco sobre o seu trabalho e como você o conseguiu. Quais são as suas perspectivas?

MS – Prestei concurso público para a Marinha, e quando passei fui morar no Recife. Logo depois fui transferido para o Rio de Janeiro, onde moro há 14 anos. Aqui trabalho como operador de sonar em um navio – equipamento que identifica submarinos inimigos. Por conta do meu trabalho tenho a oportunidade de conhecer diversos países, como: Portugal, Espanha, Venezuela, Panamá, Caribe. Agora mesmo, enquanto respondo a esta entrevista, estou a caminho do Chile e depois irei para o Uruguai, onde participo de um treinamento de guerra numa operação em conjunto com a Marinha destes dois países.


JN! – Qual seu grau de instrução? Ainda estuda?

MS – Fiz Administração de Empresas, mas devido as muitas viagens, que são constantes em minha profissão, ainda não concluí o curso. Sei da importância de uma faculdade na vida de qualquer pessoa, e por isso mesmo pretendo concluir meus estudos. Apesar de ter uma vida muito confortável junto à minha esposa, não quero me acomodar e parar de estudar.


JN! – Como você imagina sua vida caso tivesse continuado em Espírito Santo?

MS – Pacata, igual a de quem ainda mora lá.


JN! – Você pensa um dia voltar a morar na cidade? Quando e por quê?

MS – Penso, sim, por causa de minha família. Mas isso seria num futuro ainda indefinido. Porém, se até lá Espírito Santo não melhorar, talvez eu tenha de abrir mão deste sonho.


JN! – O que falta para o jovem Espírito-santense?

MS – Estudo. Eles precisam ter mais informação e instrução para que pensem melhor seu futuro. Os professores têm a responsabilidade de mostrar a estes jovens a realidade do mundo aqui fora, pois na cidade grande tudo é completamente diferente. Acho que já está na hora do meu irmão, Daniel, sair de lá antes que se acomode, por exemplo.


JN! – Se a cidade lhe oferecesse as mesmas condições que hoje você tem, você a teria deixado para viver fora?

MS – Não, ficaria lá. Apesar de viver muito bem no Rio, aqui tem a questão da violência. Lá em Espírito Santo é mais tranqüilo, tem mais qualidade de vida e até mais liberdade.


JN! – Qual foi à última vez em que esteve em Espírito Santo? Qual foi a sensação de voltar à cidade?

MS – Estive lá com minha esposa em outubro do ano passado. Fui para o aniversário de familiares. A sensação é de indignação por ver a cidade cada vez mais parada. Não há futuro, fico bastante triste quando chego lá e veja a cara das pessoas, tão humildes, a espera de uma oportunidade que nunca aparece.


JN! – Você acredita que ES está melhor ou pior que quando você a deixou? Por quê?

MS – Com certeza está pior. Na época em que eu morava na cidade ela era bem melhor. Houve até um período em que parecia que ia começar a se desenvolver, mas não engrenou.


JN! – Se dependesse exclusivamente de você, o que faria para ajudar Espírito Santo?

MS – Olha, faria muita coisa. A começar por não beneficiar minha família. Investiria na educação, na saúde, que são áreas essenciais. Depois procuraria criar meios para o desenvolvimento da cidade, e com isso criar empregos e renda para o povo. Também faria um trabalho de resgate da cultura de nossa cidade, que se acabou. Hoje em dia não vemos mais aqueles desfiles de 7 de setembro tão bonitos, as danças folclóricas… Para a festa de janeiro faria uma infraestrutura melhor, pois entra muito dinheiro na cidade nesta época.


JN! – Comparando sua condição de vida com a de seus parentes que ainda vivem em ES, quem você acredita estar melhor? E por que?

MS – É diferente dizer quem vive melhor, pois aqui é uma cidade cara. Ganhamos mais, porém gastamos muito. Já em Espírito Santo o custo de vida é menor.


JN! – Que pergunta você gostaria que lhe fosse feita e eu não fiz?

MS – Se tem alguém em quem eu me espelho para crescer.


JN! – E você tem esta pessoa? Quem é?

MS – Tenho sim. São meus pais e irmãos. Todos eles são trabalhadores e estão buscando seus objetivos sem depender ou esperar por ninguém. Aprendi muito na vida com meu pai, Manoel Inácio, e minha irmã, Denise, que são comerciantes desde sempre. Por conta disto, mesmo tendo uma carreira na Marinha, minha esposa e eu mantemos comércios aqui no Rio. Minha esposa, aliás, que é uma mulher guerreira e determinada, de dona de casa transformou-se numa empresária. Ela me mostrou com seu exemplo que somos capazes de conseguir o que queremos, para isso basta acreditar. Estou aprendendo com ela a cada dia para ser um grande homem.


O procurador regional eleitoral no RN, Fábio Venzon, afirma em entrevista exclusiva a O JORNAL DE HOJE que o Brasil teria eleições mais limpas e o voto popular consciente se a população tivesse um nível de escolaridade mais elevado. Segundo o procurador, não é a mudança na legislação que vai mudar algo na prática política, o que muda é o respeito à efetividade dela.

Fábio Venzon também se refere às brechas na legislação eleitoral que não estipula penas para a realização de showmícios, por exemplo, e prevê penas brandas na punição dos casos de inelegibilidade:


“Em Espírito Santo, a prefeita [Daíse Florêncio] foi afastada por conduta vedada, mas ela continua no cargo porque depois que o Tribunal disse que deveria ser afastada, a defesa entrou com um recurso no Superior Tribunal Eleitoral, e antes de ter o recurso analisado, entraram com um pedido ao presidente do TRE para que ela ficasse e o presidente deu essa cautelar.

Eu respeito a decisão do desembargador Expedito Ferreira, mas eu discordo totalmente porque se o Tribunal já disse que ela [a prefeita Daíse], numa eleição com diferença de seis votos, praticou uma conduta vedada, se existe uma decisão do juiz de primeiro grau e uma decisão do Tribunal nesse sentido, então porque nós vamos aguardar o TSE julgar?

Isso a gente chama da fumaça do bom direito, se tudo indica que ela praticou não há porque esperar. Tem que ter a efetividade da norma da conduta vedada, que diz que o diploma tem que ser cassado. Do que adianta ter a norma, se ela foi condenada em primeiro grau, em segundo grau e continua lá?

No processo eleitoral, como os mandatos têm quatro anos, se as decisões não forem cumpridas rapidamente, elas perdem o sentido porque a pessoa vai continuando no cargo. (…) Pensam em deixar o prefeito no cargo para não dar rodízio, dizem que é ruim, mas eu acho que pior ainda é deixar alguém que cometeu ato ilícito. Melhor tirar ele e colocar o outro porque se realmente existe essa fumaça de que ele cometeu o ilícito então ele não vai voltar mais. Tem que ter muito critério no efeito suspensivo”.


Fonte: O Jornal de Hoje – 09/05/09

As pessoas que visitam o Jacu News! vêm aqui com os seguintes interesses:

interesse


Primeiro foi o governador de São Paulo, José Serra, que num ato de respeito à cidadania criou seu perfil no Twitter. Depois foi a vez da prefeitura da capital.

Traduzindo: é possível falar diretamente com o governador do estado mais rico da nação e com a prefeitura da sua capital pelos endereços: www.twitter.com/joseserra_ e www.twitter.com/prefeituraSP, respectivamente.

Se mais políticos adotassem estratégias como estas para estreitar o contato com os cidadãos, talvez o povo não andasse tão arisco com a política.

 

JN! – Nome, idade e cidade onde vive:

Plínio Carlos de Lima, 29. Salvador – BA.


JN! – Em que ano você deixou Espírito Santo? Qual era sua idade e em que situação você saiu?

PC – Saí de lá em 94 quando tinha quinze anos e fui cursar o ensino médio em Natal.


JN! – Em que momento você percebeu que continuando na cidade não teria condições de estudar e trabalhar? Houve esse momento ou sua saída aconteceu por outras razões?

PC – Logo que concluí o ensino fundamental vi que precisava morar em um lugar onde eu tivesse oportunidades.


JN! – Conte-me um pouco sobre o seu trabalho e como você o conseguiu. Quais são as suas perspectivas?

PC – Trabalho na contabilidade da Petrobrás. Participei de uma seleção que aconteceu ainda lá em Natal, e depois fui convidado para vir trabalhar aqui em Salvador. Quero continuar me capacitando para crescer dentro da empresa.


JN! – Qual seu grau de instrução? Ainda estuda? O que?

PC – Me formei bacharel em Ciências Contábeis e por força do meu trabalho, tenho de estar sempre estudando para me manter atualizando das mudanças que há na Lei.


JN! – Como você imagina sua vida caso tivesse continuado em Espírito Santo?

PC – Trabalhando no comércio local, com poucas oportunidades e sem muitas perspectivas de crescimento profissional.


JN! – Você pensa um dia voltar a morar na cidade? Quando e por que?

PC – Não. Até porque já estou bem acostumado com a vida na capital. Além do que a cidade não me ofereceria as mesmas condições de vida que tenho hoje.


JN! – O que falta para o jovem Espírito-santense?

PC – Educação de qualidade que proporcione uma boa capacitação profissional para este jovem poder se preparar e enfrentar o mercado de trabalho, que é muito competitivo.


JN! – Se a cidade lhe oferecesse as mesmas condições que hoje você tem você a teria deixado para viver fora?

PC – Não. Saí de lá justamente por isso: a cidade não me oferecia bons estudos e oferta de trabalho.


JN! – Qual foi a última vez em que esteve em Espírito Santo? Qual foi a sensação de voltar a cidade?

PC – Em Outubro do ano passado. Muito boa, pois revi familiares e amigos queridos.


JN! – Você acredita que ES está melhor ou pior que quando você a deixou? Por que?

PC – Está do mesmo jeito. Não vi nenhuma mudança significativa por lá.


JN! – Se dependesse exclusivamente de você, o que faria para ajudar Espírito Santo?

PC – Melhoraria a educação investindo na capacitação dos professores, e os incentivaria a se capacitarem com aumento de salário. Buscaria também formas de gerar empregos para a população.


JN! – Comparando sua condição de vida com a de seus parentes que ainda vivem em ES, quem você acredita estar melhor? E por que?

PC – Depende do ponto de vista de cada um. Estou muito satisfeito com minha vida por estar alcançando tudo o que sempre quis, mas isso não significa que todos devam pensar como eu e ter as mesmas metas.


JN! – Que pergunta você gostaria que lhe fosse feita e eu não fiz?

PC – Que mensagem eu deixaria para o cidadão Espírito-santense.


JN! – E que mensagem seria?

PC – Uma frase de Victor Hugo da qual gosto muito e que diz assim: “O futuro têm muitos nomes: para os incapazes o inalcançável, para os medrosos o desconhecido e para os valentes a oportunidade.”


Fogueira

 

 

Espírito Santo está dividida entre os convidados para o IV Arraiá do Avestruz e os que ficaram de fora da lista. 

Na quarta edição desta festa, que acontece no dia 11 de julho, dentre suas atrações haverá quadrilha improvisada, quebra-pote, corrida de saco, pescaria, barraca do beijo, além de bebidas, comidas típicas e mais churrasco, tudo incluso no pacote que terá o custo de R$ 20 por pessoa.

Os organizadores avisam que, mesmo quem for convidado, só entrará no arraiá se estiver vestido à moda caipira, como já é tradição.

Se você ainda não recebeu seu convite, trate de se articular. 

 

JN! – Nome, idade e cidade onde vive:

Aristides Felipe Santiago Junior, 34. Currais Novos – RN.

 

JN! – Em que ano você deixou Espírito Santo? Qual era sua idade e em que situação você saiu?

AJ – Foi em 1985. Tinha 10 anos de idade. Todos os meus irmãos já moravam em Natal, foi quando pedi aos meus pais para ir morar lá também.

 

JN! – Em que momento você percebeu que continuando na cidade não teria condições de estudar e trabalhar? Houve esse momento ou sua saída aconteceu por outras razões?

AJ – Mesmo com a pouca idade já percebia que alguns dos primos que moravam em Natal tinham acesso a uma série de informações que eu não tinha. Sempre que ia com minha mãe à capital ficava impressionado com os lugares que ela me mostrava. Lembro até da escola em que minha irmã estudava e isso, de certa forma, contribuiu para aumentar minha vontade de também ir estudar lá.

 

JN! – Qual seu grau de instrução? Ainda estuda? O que?

AJ – Sou engenheiro químico com mestrado, e em fase de finalização do doutorado na área ambiental.

 

JN! – Conte-me um pouco sobre o seu trabalho e como você o conseguiu. Quais são as suas perspectivas?

AJ – Sou professor e coordenador do curso técnico em alimentos do CEFET/RN – Centro Federal de Educação Tecnológica –, antiga ETFRN, e devo esta conquista a minha dedicação e vontade de estudar muito, pois só consegui este cargo através de concurso público. Meu plano é em 2012 fazer pós-doutorado na França através dos convênios que a CEFET mantêm com a Universidade de Toulon.

 

JN! – Como você imagina sua vida caso tivesse continuado em Espírito Santo?

AJ – Talvez fosse funcionário público municipal, levando a vida em trabalhar durante o dia e à noite bater papo com os amigos.

 

JN! – Você pensa um dia voltar a morar na cidade? Quando e por que?

AJ – Não. Tenho filho e penso em dar a ele um futuro bom, algo que talvez não conseguisse caso morasse lá, pois talvez o meio (a vida pacata, falta de perspectiva e etc.) o desestimulasse a encarar uma vida mais ambiciosa.

 

JN! – O que falta para o jovem Espírito-santense?

AJ – Estímulo para poder encarar a vida como uma batalha, porque nada é fácil. É muito cômodo justificar a falta de sucesso profissional, mas será que a pessoa deu a contrapartida? Será que se dedicou de verdade? Para uma parte dos jovens de lá, a vida é feita só de diversão. Perdem grande parte do seu tempo apontando os bens que os outros têm, como se a pessoa não tivesse batalhado por aquilo e que tudo foi muito simples de se conseguir.

 

JN! – Se a cidade lhe oferecesse as mesmas condições que hoje você tem, você a teria deixado para viver fora?

AJ – Sim, nada melhor de que ter a oportunidade de conhecer novas pessoas, novos lugares e novos conhecimentos.

 

JN! – Qual foi a última vez em que esteve em Espírito Santo? Qual foi a sensação de voltar à cidade?

AJ – Foi em abril deste ano. A sensação foi a mesma de sempre. Tenho a impressão que parte das pessoas vive num mundo de fantasias, sem problemas, sem perspectivas, falta de ideais…

 

JN! – Você acredita que ES está melhor ou pior que quando você a deixou? Por que?

AJ – Nem melhor nem pior. A mesmice prevalece na cidade. Sempre penso em Espírito Santo como uma tela, inerte. Cidade muito boa, mas para visitar.

 

JN! – Se dependesse exclusivamente de você, o que faria para ajudar Espírito Santo?

AJ – Mostrar para o público jovem que as oportunidades estão ai, trazendo parcerias e projetos, mas que precisam ser levadas até eles. Não basta dá o peixe é importante ensinar a pescar.

 

JN! – Comparando sua condição de vida com a de seus parentes que ainda vivem em ES, quem você acredita estar melhor? E por que?

AJ – Acredito que todos estão realizados dentro do que traçaram para a sua vida.

 

JN! – Que pergunta você gostaria que lhe fosse feita e eu não fiz e qual a resposta?

AJ – Que lembrança da cidade te deixa feliz e o que você gostaria que voltasse?

 

JN! – Então nos diga que lembrança é esta:

AJ – Quando voltava de Natal e meu amado Pai estava a minha espera. Quando descia do Queiroz & Melo recebia aquele abraço.


 

Prefeitos de Espírto Santo por ordem de mandato:

09/01/1962 ~ 31/01/1964 – Pedro Figueredo Sobrinho

01/02/1964 ~ 31/01/1969 – Gilvan Luz

01/02/1969 ~ 31/01/1973 – Manoel Gomes Teixeira

01/02/1973 ~ 31/01/1977 – Gildo Luz

01/02/1977 ~ 31/12/1982 – Manoel Gomes Teixeira

01/01/1983 ~ 31/12/1988 – Manoel Correia de Lima

01/01/1989 ~ 31/12/1992 – Manoel Gomes Teixeira

01/01/1993 ~ 31/12/1996 – Francisco Araújo de Souza

01/01/1997 ~ 31/12/2000 – Manoel Gomes Teixeira

01/01/2001 ~ 31/12/2004 – Manoel Gomes Teixeira

01/01/2005 ~ 31/12/2008 – Daise Florêncio da Costa Correia

01/01/2009 ~ 31/12/2012 – Francisco Araújo de Souza ou Daise Florêncio da Costa Correia (variando conforme o dia da semana).

 

Uma querida moradora de nossa cidade ganhou no dia das mães seu primeiro celular. Os filhos, sabendo que ela não era nada íntima de tecnologia, se apressaram em lhe dar uma aula básica de como usar o aparelho. Depois de ouvir atentamente que o botão verde servia para ligar e o vermelho para desligar, a mãe mandou a seguinte pérola: “Até no celular tem briga de arara com bacurau”.


 


 

JN! – Nome, idade e cidade onde mora:

Gildeone Vieira da Silva, 33. Itaboraí – RJ.

 

JN! – Em que ano você deixou Espírito Santo? Qual era sua idade e em que situação você saiu?

GV – Saí de lá em 2000, tinha então 24 anos, e acabava de ser aprovado em um concurso público.

 

JN! – Em que momento você percebeu que continuando na cidade não teria condições de estudar e trabalhar? Houve esse momento ou sua saída aconteceu por outras razões?

GV – Mesmo sabendo que minha cidade é maravilhosa para morar, percebi que após o término do ensino médio se continuasse lá, não teria perspectiva alguma para melhorar minha vida. Há muitos anos nosso município se arrasta sem ter um desenvolvimento econômico adequado. Não há nenhum investimento que favoreça a permanência das pessoas que são de lá e buscam um futuro melhor. Estou há nove anos fora, mas ainda assim tenho muito amor por minha terra.

 

JN! – Conte-me um pouco sobre o seu trabalho e quais são as suas perspectivas?

 

GV – Sou funcionário público federal e trabalho na área que sempre almejei. Estudei um pouquinho a mais, e como todo bom Espírito-santense, pretendo não estacionar. Quero continuar estudando para melhorar ainda mais minha vida, se o nosso deus assim o permitir. Estudar mudou minha vida.

 

JN! – Qual seu grau de instrução? Ainda estuda?

GV – Tenho o nível médio completo. Iniciei Ciências Contábeis e desisti ainda no primeiro período. Pretendo este ano ainda estudar Engenharia da Computação ou Educação Física.

 

JN! – Como você imagina que seria sua vida caso tivesse continuado em Espírito Santo?

GV – Infelizmente em Espírito Santo as pessoas mais humildes e que têm vontade de crescer, se não deram a sorte de ter um emprego público ou um bom comércio, ficam só com três opções para permanecer lá: ser da prefeitura, agricultor ou canavieiro. Eu, graças a deus, tive a oportunidade de sair da cidade por outras razões.

 

JN! – Você pensa um dia voltar a morar na cidade? Quando e por que?

GV – Até voltaria, mas como tenho filhos pequenos, infelizmente Espírito Santo não dará condições para que eles possam estudar. Mas deus é o sabedor de tudo e só ele pode dizer do nosso futuro. Então, pelo menos por enquanto, não é meu intuito voltar.

 

JN! – O que falta para o jovem Espírito-santense?

GV – Perseverança e vontade de lutar pelo melhor para si e para a cidade. A juventude, principalmente, tem de se mobilizar, pois só assim teremos uma cidade diferente, que viva de maneira melhor e que tenha pensamentos mais ambiciosos. É preciso parar com este atraso que é misturar política com tudo. Mas infelizmente grande parte dos Espírito-santenses – não todos, claro! – ainda têm essa idéia atrasada.

 

JN! – Se a cidade lhe oferecesse as mesmas condições que hoje você tem, você a teria deixado para viver fora?

GV – Talvez não. Mas como sai de lá muito jovem, como tantos outros conterrâneos, ainda hoje acho fundamental olhar para o futuro e ver novos horizontes. É importante para mim comparar a vida que eu tinha, a que hoje tenho e a que ainda quero ter para poder avaliar o que é melhor para mim e minha família.

 

JN! – Qual foi à última vez em que esteve em Espírito Santo? Qual foi a sensação de voltar à cidade?

GV – Em 2005. Maravilhosa, pelo fato de ver velhos amigos e pessoas da família, porém decepcionado pelo que vi na cidade.

 

JN! – Você acredita que ES está melhor ou pior que quando você a deixou? Por que?

GV – Gostaria muito de não dizer isso, mas Espírito Santo poderia estar bem melhor. Tenho visto pela Internet os municípios vizinhos e suas constantes melhorias. Mas, infelizmente, as administrações da nossa cidade, uma após outra, não têm se preocupado muito com o nosso município e isso me deixa muito decepcionado. Ver minha cidade, a qual tanto amo, descuidada e sem nenhuma melhoria em relação ao período que passei fora, é muito triste.

 

JN! – Se dependesse exclusivamente de você, o que faria para ajudar Espírito Santo?

GV – Espírito Santo tem solução, basta a juventude se mobilizar para fazer dela uma cidade melhor. Quanto a mim, mesmo se quisesse, assim como muitas pessoas querem, não daria para ajudar, pois, o poder de mudança, hoje, depende quase que exclusivamente dos seus governantes.

 

JN! – Comparando sua condição de vida com a de seus parentes que ainda vivem em ES, quem você acredita estar melhor?

GV – Creio que eu estou um pouco à frente, pois eles não tiveram as mesmas chances que tive pelo fato de não terem saído de ES, para procurar coisa melhor.

 

JN! – Que pergunta você gostaria que lhe fosse feita e eu não fiz? 

GV – Do que Espírito Santo precisa.

 

JN! – E do que a cidade precisa?

GV – De uma área de lazer na Rua Alto São José, por exemplo. Ali há um espaço maravilhoso e que, desde que me entendo por gente, nunca foi bem aproveitado. Daria para fazer lá uma quadra poliesportiva e uma pista de atletismo. Onde hoje está a antiga quadra – que foi inclusive desativada – poderia ser feita uma concha acústica para apresentações culturais, o que com certeza daria uma bela projeção à cidade já que se trataria de uma novidade. As maravilhas naturais que temos em Espírito Santo também precisam ser aproveitadas para desenvolver a economia do lugar. Poderíamos usar nossos rios e a cachoeira para desenvolver o ecoturismo de forma responsável. Falta também uma escola profissionalizante para dar um ofício a quem hoje nada tem. Sei que tudo isto que estou dizendo não passa de sonho de quem é apaixonado por sua terra, e que nenhum dos governantes até agora, independente de quem seja, teve a mínima vontade de realizar melhorias efetivas para a cidade. Se não se levantar alguém novo e com novas idéias de fato, nossa querida cidade continuará nessa pasmaceira eternamente.

Barreira do Rio

 

Dando seqüência aos perfis dos Espírito-santenses que moram fora da cidade, hoje teremos Roberto Pedro, conterrâneo do Sítio Poções, radicado no Rio de Janeiro desde a década de 90.

 

Confira a seguir a conversa que o Jacu News! teve com ele:

 

 

Jacu News! – Nome, idade e onde mora.

RP – Roberto Pedro Nascimento, 35 anos. Rio de Janeiro – RJ.

 

JN! – Em que ano você deixou Espírito Santo, tinha qual idade e em que situação você saiu?

RP – Deixei Espírito Santo no fim de 1995, quando terminei o segundo grau, tinha então 21 anos. Na época eu era funcionário da prefeitura, trabalhava como datilógrafo.

 

JN! – Em que momento você percebeu que ao continuar na cidade não teria condições de estudar e trabalhar?

RP – Para ser sincero me segurei em Espírito Santo só o tempo em que estava no colégio. Logo que concluí o segundo grau, me vi sem horizontes e não queria depender só do que ganhava, pois era muito pouco. Saí de lá em busca de algo melhor para minha vida, pensando em trabalhar e estudar. Desde então não consegui fazer curso superior, mas claro que aprendi muito com cada oportunidade de trabalho que tive. É como se cada experiência desta fosse uma verdadeira faculdade.

 

JN! – Conte-nos um pouco sobre sua vida profissional.

RP – Cheguei em São Paulo e fui logo trabalhar como ajudante de eletricista. Com o dinheiro que ganhava pagava um curso de enfermagem veterinária. Trabalhei na área durante três anos e depois fui para uma agência de turismo.

 

JN! – Qual seu grau de instrução?

RP – Só tenho o segundo grau, mas fiz alguns cursos profissionalizantes. Estudei de tudo um pouco: teatro, enfermagem, elétrica. Estou sempre estudando, e ultimamente tenho me dedicado a um curso de Teologia na PUC – Pontifícia Universidade Católica – aqui do Rio.

 

JN! – Você pensa em um dia voltar a morar na cidade?

RP – Me imaginar de volta a Espírito Santo me dá uma sensação de que eu viveria de maneira limitada e sem muitas expectativas. Se eu ainda morasse lá, penso que talvez eu não tivesse nem voz nem vez o que me deixaria muito frustrado. Me pergunto se eu não estaria parado no tempo. Não penso em voltar a morar lá não (mesmo que fosse no Sítio Poção, onde sempre morei), pelo menos por enquanto. Mas gostaria muito de estar enganado quanto a isso, mesmo com tudo o que tenho visto na cidade nos últimos tempos.

 

JN! – O que falta para o jovem Espírito-santense?

RP – Ou seria: o que não falta? Quem hoje nasce em ES já traz consigo um fardo que fica ainda mais pesado na juventude, quando se procura novos horizontes e geralmente não se acha. Às vezes chego até a pensar que nossa cidade e seus filhos sofrem alguma espécie de “condenação”. Mas àqueles que tiverem coragem de voar serão salvos (risos).

 

JN! – Se a cidade lhe oferecesse as mesmas condições que hoje tem, você a teria deixado?

RP – Se eu tivesse tido oportunidades não teria saído de lá. Não haveria motivos para isto. Porém, se hoje ela me desse as mesmas condições que agora tenho aqui no Rio, ainda assim acredito que não voltaria.

 

JN! – Você acredita que ES está melhor ou pior que quando você a deixou?

RP – Na minha última visita à cidade, em janeiro passado, minha decepção só não foi maior que da penúltima vez em que estive lá. A sensação de abandono e descaso é muito clara. Chega a ser deprimente. ES está bem pior em termos gerais. Quando você chega em uma cidade e vê máquinas trabalhando, tem a sensação de progresso – pelo menos no meu ponto de vista. Há doze anos, pelo menos, não se vê isto por lá e, verdade seja dita, o que temos na cidade hoje foi feito ainda naquela época. E olha que nem estou defendendo quem estava no poder naquela ocasião, porque tudo o que foi feito não passa de obrigação do administrador.

 

JN! – Se dependesse exclusivamente de você, o que faria para ajudar Espírito Santo?

RP – Primeiro que um administrador não pode pensar pequeno. Se fosse prefeito faria saneamento básico, asfaltava as ruas, uma entrada mais decente para a cidade, praças. E tudo isto seria sempre mais bonito e melhor que o da cidade vizinha. Empregaria os recursos para onde eles foram originalmente destinados (dinheiro da saúde para a saúde, educação para a educação e etc.). Quando construísse um ginásio de esportes, por exemplo, seria com material de primeira qualidade para que a chuva não o derrubasse na primeira invernada. Ia batalhar por recursos e sempre prestar contas a população. Abriria imediatamente uma rua em frente a igreja, avançando rumo ao terreno de Gilvan Luz, para que houvesse mais espaço para a festa da Padroeira. Ah, e tratava urgentemente de fazer um novo cemitério, que a cidade está precisando muito.

 

JN! – Você gostaria de acrescentar mais alguma coisa?

RP – Sim. Aqueles que, assim como eu, estão fora de Espírito Santo nunca esquecerão suas raízes. Carregamos estas referências e perdê-las é perder a própria identidade. Conhecer outros costumes, conviver com pessoas e culturas diferentes é muito enriquecedor. Por tudo isso, quem teve de deixar Espírito Santo, apesar de perder uma série de coisas (como o convívio com a família, por exemplo), em compensação aprendeu a ver um mundo diferente, e isto de certa maneira nos deixa mais ricos, amplia nossa visão, enfim, nos mostra as coisas por outras perspectivas.

 

 

 

A história econômica de Espírito Santo sempre esteve associada à agricultura de subsistência e ao artesanato. Somado a isto, temos os funcionários públicos municipais e estaduais formando assim o “ecossistema” da economia local.

A exemplo de outras cidades de mesmo porte onde não há indústrias ou uma atividade econômica aquecida, a população mais carente continua a ter forte dependência da prefeitura para sobreviver.

Desta maneira quem não é comerciante, agricultor, funcionário público ou político profissional e precisa estudar e trabalhar, só tem como opção partir rumo aos grandes centros urbanos. Ainda hoje este cenário se mantêm confirmando assim uma triste vocação para Espírito Santo: uma cidade feita para poucos.

Foi pensando nos espírito-santenses que vivem fora da cidade, que o Jacu News! inicia uma série de perfis contando em quais circunstâncias estes conterrâneos deixaram a cidade e como vivem hoje.

Leia a seguir o primeiro desta série de perfis.

 

 

 

 

Jacu News! – Nome, idade e onde mora:

Humberto Junior – José Humberto de Souza Junior, 31 anos. Natal – RN.

 

JN! – Em que ano você deixou Espírito Santo, tinha qual idade e em que situação você saiu?

HJ – Fui morar em Natal no início de 1995, eu tinha 17 anos e não antecipei minha saída da cidade porque queria concluir o ensino médio lá em Espírito Santo mesmo, na escola estadual Joaquim da Luz, onde sempre estudei.


JN! – Em que momento você percebeu que ao continuar na cidade não teria condições de estudar e trabalhar?

HJ – Minha irmã, Roberta, a quem eu agradeço por tudo o que tenho, já estava morando com umas amigas (todas de Espírito Santo) em Natal fazia um tempo, quando me convidou para ir morar com ela. Passei um período fazendo curso de datilografia – veja como sou novo! – e de informática, foi quando vi pela primeira vez um computador na minha frente. Logo depois comecei a trabalhar e nesta mesma época entrei na UNP, no curso de Ciências Contábeis. Como ganhava pouco, meu pai me ajudava.

 

JN! –  Conte-nos um pouco sobre sua vida profissional?

HJ – Meu primeiro emprego foi como caixa na Drogaria Globo, consegui esta vaga com ajuda da irmã do meu cunhado – olha o nepostismo aí! – a quem também agradeço muito. Saia da Universidade e ia direto para o trabalho: entrava às 23h. e ia até às 6h. da manhã do dia seguinte. Também fui vendedor no CEASA, onde entrava às 4h. da manhã e não tinha hora para sair. Depois conseguiu um trabalho que ficava a noventa minutos da minha casa. Somente nos últimos semestres do curso consegui trabalho na área de contabilidade. Logo que me formei entrei em escritórios cada vez maiores, onde ganhei experiência como contador. No meus dois últimos empregos fui gerente geral. Hoje, graça a deus, tenho meu próprio escritório de contabilidade, a Libras Contábilwww.librascontabil.com.br, onde atendo vários clientes de Espírito Santo.

 

JN! –  Qual seu grau de instrução?

HJ – Sou bacharel em Ciências Contábeis e vou me especializar em perícia contábil.


JN! – Você pensa em um dia voltar a morar na cidade?

HJ – Penso em Espírito Santo só como um lugar para o lazer, tranquilidade e descanso junto à família.

 

JN! – O que falta para o jovem Espírito-santense?

HJ – Faltam oportunidades. Também falta aos jovens de lá seguirem os bons exemplos dos seus conterrâneos que vivem sem fazer coisa errada. É muito difícil ser exceção, fácil é ser só mais um.

 

JN! – Se a cidade lhe oferecesse as mesmas condições que hoje tem, você a teria deixado para viver fora?

HJ – Não. Acredito que ninguém a deixaria.

 

JN! – Você acredita que ES está melhor ou pior que quando você a deixou? Por que?

HJ – De todos os problemas que existem hoje em Espírito Santo, o que mais lamento são os roubos e assaltos que ultimamente vem acontecendo, além do consumo de drogas. Também não dá para deixar de lamentar pelos que desde cedo  entraram no vício da bebida.


JN! – Se dependesse exclusivamente de você, o que faria para ajudar Espírito Santo?

HJ – Criaria empregos e meio de renda para todos. O resto é conseqüência.

 

JN! – Comparando sua condição de vida com a de seus parentes que ainda vivem em ES, quem você acredita estar melhor? E por que?

HJ – Minha família é muito grande, não dá nem para comparar.


JN! – Que pergunta você gostaria que lhe fosse feita?

HJ – A quem você agradece por estar na situação em que hoje se encontra?

 

JN! – E a quem você agradece?

HJ – Agradeço a dues, a minha família e meus amigos. Se me faltasse qualquer um deles eu jamais teria conseguido ser quem sou.

 

***

 

Acompanha aqui no site a publicação de outros perfis.

 


Dúvida

E hoje, quem amanheceu prefeito?

 
Será que vai durar no cargo até a boca da noite?

 

Liminar concedida ontem [13] pelo TSE – Tribunal Superior Eleitoral – garantiu a Daise Correia o direito de permanecer no cargo de prefeito até que seja julgado em definitivo o processo que ela responde.

Para saber mais do caso, leia as postagens antigas que tratam deste assunto, pois não há nada de novo além deste vai e vem sem fim.

Para chegar ao Jacu News! as pessoas que ainda não decoraram o endereço do site, que é www.jacunews.com, fazem buscas usando os seguintes termos:

jacu news
jacunews
jacunius
jacunews.com.br
espirito santo rn
eleiçoes atuais

Mas nada disso importa, até porque, pelo Google é bem fácil de nos achar.

Importante mesmo é ver reúnida neste pedaço de internet, tanta gente interessada em Espírito Santo, a mais querida dentre as terras de poti.

 





A CGU – Controladoria Geral da União – virá a Espírito Santo fazer auditoria nas contas da prefeitura.

Leia a seguir matéria completa veículada hoje no Diário de Natal:


 

RN terá três municípios fiscalizados pela CGU

Espírito Santo, São Miguel do Gostoso e Itaú foram os sorteados no estado




Agência Brasil – A Controladoria-Geral da União (CGU) sorteou ontem 60 municípios com até 500 mil habitantes que serão fiscalizados quanto à aplicação de recursos da União em programas federais. Esta será a 28ª edição do Programa de Fiscalização de Municípios. O sorteio foi feito no auditório da Caixa Econômica Federal. 

O ministro chefe da CGU, Jorge Hage, que presidiu a sessão, disse que a iniciativa é inédita e “estimula os municípios a manterem regulares suas contas”, além de ser inédita numa iniciativa inédita do atual governo para inibir a corrupção entre gestores da administração pública”.

As áreas a serem fiscalizadas nos municípios com mais de 20 mil habitantes serão Educação, Saúde, Assistência Social, Habitação, Saneamento e Urbanismo. Nos municípios com mais de 100 mil habitantes os setores serão Educação, Habitação, Saneamento e Urbanismo.Desde o início do programa, já foram sorteadas pela CGU 1.521 áreas municipais, equivalente a 27,3% dos municípios brasileiros. A fiscalização gerou centenas derelatórios encaminhados aos órgãos públicos ligados à fiscalização.

Até hoje, já foram fiscalizados recursos da ordem de R$ 9,5 bilhões. As fiscalizações do órgão apontaram irregularidades “graves” em 70% a 80% dos municípios. De acordo com a CGU, entretanto, esses números não significam que haja corrupção, pois em muitos casos o que há é desinformação e despreparo do gestor público e não má-fé ou dolo. 

A fiscalização tem encontrado obras inacabadas ou paralisadas, apesar de pagas; uso de notas fiscais frias e documentos falsos, simulação de licitações ou irregularidades em licitações, havendo inclusive a participação de empresas fantasmas; superfaturamento de preços, falta de merenda escolar e de medicamentos; gastos sem licitação; não comprovação de aplicação de recursos; favorecimento de empresas, e irregularidades em cadastros de programas como o Bolsa Família. 

No caso do Bolsa Família, a CGU constatou redução dos índices de irregularidades ao longo das fiscalizações anuais nos municípios sorteados.Alémde examinar contas e documentos, a CGU também faz inspeção física de obras e serviços, estabelecendo contato com a população, diretamente ou através dos conselhos comunitários e outras entidades organizadas, como forma de estimular o cidadão a participar do controle da aplicação dos recursos públicos. 

 


 

 

Auditoria e Fiscalização > Avaliação da Execução de Programas de Governo > Sorteio de Municípios 

28º Sorteio Público de Municípios realizado em 12/05/2009

Lista de áreas municipais que receberão fiscalização especial da Controladoria-Geral da União (CGU), definidas em sorteio público realizado em 12/05/2009, no auditório da Caixa Econômica Federal, em Brasília.

1º – Aparecida de Goiânia – GO
2º – Arenópolis – GO
3º – Laguna – SC
4º – Ituporanga – SC
5º – Rancho Alegre – PR
6º – Maringá – PR
7º – Porto Vitória – PR
8º – Presidente Tancredo Neves – BA
9º – Ibirapuã – BA
10º – Santo Amaro – BA
11º – Itapicuru – BA
12º – Cocos – BA
13º – Vespasiano Correa – RS
14º – Caiçara – RS
15º – Tapes – RS
16º – Viamão – RS
17º – Caconde – SP
18º – Socorro – SP
19º – Fernão – SP
20º – Planalto – SP
21º – Lindóia – SP
22º – Capitão Enéas – MG
23º – Gonçalves – MG
24º – Volta Grande – MG
25º – Felício dos Santos – MG
26º – São Gonçalo do Abaeté – MG
27º – Francisco Dumont – MG
28º – Itaipé – MG
29º – Ferreira Gomes – AP
30º – Machadinho D’Oeste – RO

 

Fonte: CGU

31º – Borba – AM
32º – Ilha das Flores – SE
33º – Alto Rio Novo – ES
34º – Coronel Sapucaia – MS
35º – Casimiro de Abreu – RJ
36º – Limoeiro de Anadia – AL
37º – Porto Calvo – AL
38º – Afuá – PA
39º – Palestina do Pará – PA
40º – Santa Luzia do Pará – PA
41º – Tupiratins – TO
42º – Tangará da Serra – MT

43º – Espírito Santo – RN
44º – São Miguel do Gostoso – RN
45º – Itaú – RN
46º – Carnaubeira da Penha – PE
47º – Itapissuma – PE
48º – Arcoverde – PE
49º – Pires Ferreira – CE
50º – Morrinhos – CE
51º – Camocim – CE
52º – Olho d’Água das Cunhãs – MA
53º – Presidente Vargas – MA
54º – São Bento – MA
55º – Campinas do Piauí – PI
56º – Lagoa do Piauí – PI
57º – Sebastião Barros – PI
58º – Cuité de Mamanguape – PB
59º – Caturité – PB
60º – Mamanguape – PB

Áreas a serem fiscalizadas nos municípios com mais de 20 mil habitantes:
Educação, Saúde, Assistência Social, Habitação, Saneamento e Urbanismo.

Áreas a serem fiscalizadas nos municípios com mais de 100 mil habitantes:
Educação, Habitação, Saneamento e Urbanismo.

Vinte e quatro dias após ter reassumido a prefeitura de Espírito Santo, Daise Correia sofre nova derrota na Justiça e terá de passar o bastão para Chico Araújo que voltará ao cargo de prefeito (eu já vi essa história antes).

A jararaca sorridente (àquela mesma…) me avisou agorinha que acabou de sair o desempate na Justiça e Chico Araújo, por 4 votos a 3, ganhou a decisão.

Deixa eu voltar ao trabalho.
 

Câmbio. Desligo.

Borrachudos

Leia a seguir notícia publicada hoje [12] no JH Primeira Edição:

 

 

Prefeita de Espírito Santo presta queixa crime contra segundo colocado de 2008


Anderson Barbosa

A prefeita do município de Espírito Santo, Daíse Florêncio da Costa Correia (PP), acaba de apresentar uma queixa crime contra Francisco Araújo de Souza (PMDB), mais conhecido na região como ‘Chico Bola Preta’, que está sendo acusado pela emissão de cheques sem fundo em nome da prefeitura. Os valores somam mais de R$ 139 mil. 

Ele foi o segundo colocado na eleição ocorrida em outubro do ano passado e, por um período de 24 dias, assumiu a administração pública da cidade – período que a gestora foi afastava de suas funções sob a acusação de conduta vedada durante a campanha. 

Além do processo, a prefeita também pede à Superintendência do Banco do Brasil no Rio Grande do Norte o ressarcimento de mais de R$ 139 mil, valor correspondente aos quatro cheques emitidos por Chico em favor da empresa ACMS Com. Móveis e Serviços Hospitalares Ltda, conforme cópias apresentadas ao JH PRIMEIRA EDIÇÃO. “Isso aconteceu justamente nesses dias em que ele (Francisco Araújo) passou na prefeitura. Por este motivo, atrasamos os salários dos nossos servidores. Mas graças ao trabalho e esforço de toda a nossa equipe, amanhã (hoje) mesmo pagaremos os salários de março. Os vencimentos de fevereiro foram pagos no último dia 30. Já os salários de abril, certamente serão quitados assim que o governo federal fizer o repasse das perdas do Fundo de Participação dos Municípios (FPM)”, afirmou Daíse. 

Ainda de acordo com a prefeita, Chico Araújo teria se aproveitado de seu afastamento para emitir os cheques, todos sacados dia 20 de abril, na ‘boca do caixa’, na agência do Banco do Brasil da Ribeira, em Natal. 

DISPUTA JUDICIAL 


A prefeita Daíse Florêncio teve o mandato cassado no dia 19 de março passado por decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Ela teria utilizado um caminhão da prefeitura em sua campanha eleitoral. O segundo colocado, Francisco Araújo, assumiu o cargo, mas ficou apenas 24 dias no poder, já que Daíse conseguiu retornar ao cargo após uma liminar. 

Após a liminar, Chico Araújo recorreu da decisão no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas perdeu o recurso. Daíse Florêncio permanece na Prefeitura de Espírito Santo até que a ação contra ela seja transitada e julgada para não prejudicar o andamento das ações do município com o rodízio de prefeitos. A defesa de Daíse sustenta que não houve conduta vedada porque ela não sabia da utilização do caminhão em prol de sua candidatura à reeleição. Durante a campanha eleitoral, o caminhão serviu para a coleta de lixo, para levar material de construção para a obra de pavimentação de uma rua no município e teria sido utilizado como palanque para comícios da prefeita.

Diferença foi de seis votos

A menor diferença percentual registrada nas eleições municipais de 2008 no Rio Grande do Norte aconteceu na cidade de Espírito Santo, onde a candidata vencedora Daíse Florêncio obteve 2.070 votos. Já o segundo colocado, Francisco Araújo, obteve 2.064 votos. Uma diferença de apenas seis votos que representam 0,1% dos votos válidos.



 

Uma jararaca sorridente acaba de me informar que empatou a decisão dos juízes do TRE, em Natal, sobre mais um processo que corre contra a prefeita de nossa cidade, Daise Correia.

Há chances de haver uma nova votação ainda hoje, onde é possível que aconteça um desempate.

Pedimos desculpas aos leitores do site pela pouca precisão nas informações, mas é que esse assunto está rendendo mais que farofa sem carne.

Que saia vencedor Chico Araújo (note que o nome dele sempre aparece primeiro pela simples razão da letra C vir antes do D no alfabeto), Daise ou Fan do Bar que isto pouco importa.

Importante mesmo é que a cidade tenha um prefeito comprometido em fazê-la crescer e prosperar.

 

Atualizado às 16:00h.

 

 

Ausência

Caros leitores e amigos do Jacu News!,

Venho aqui para dar uma satisfação a você, que está cansado de nos visitar e não encontrar novidades no site.

Peço muitas desculpas pelo sumiço. Uma avalanche de compromissos me impediram de atualizar as notícias nos últimos dias.

A novidade é que ainda esta semana, teremos a estreia de uma série de reportagens com perfis de filhos de Espírito Santo que hoje vivem fora da cidade.

Aguardem.

Mais uma vez reitero meu pedido de desculpas e aproveito para pedir sua colaboração: enviem-nos fotos antigas, como esta da quadrilha publicada dias atrás. Elas são parte de nossa história e sempre fazem sucesso.

O meu contato é: henriqueneto@gmail.com 

Abraço!

Ministério Público recomenda cassação da prefeita de Mossoró

Fonte: Agência Brasil


Parecer da PGE (Procuradoria Geral Eleitoral) encaminhado ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) recomenda a cassação do diploma da prefeita de Mossoró (RN), Maria de Fátima Rosado Nogueira (DEM), e de sua vice, por uso da máquina pública na disputa eleitoral de 2008.

As candidatas teriam participado de inauguração de obra pública em período vedado pela legislação eleitoral. O Artigo 77 da Lei 9.504/97 proíbe os candidatos a cargos do Poder Executivo de participar de inaugurações de obras públicas nos três meses anteriores às eleições.

Em 23 de julho do ano passado, Maria de Fátima e sua vice participaram da inauguração do Centro Móvel de Treinamento, construído numa parceria com o Cefet (Centro Federal de Educação Tecnológica) e a Petrobras com o objetivo formar mão de obra para o mercado de petróleo e gás natural no município.

O vice-procurador-geral eleitoral Francisco Xavier ressaltou no parecer que a prefeita aparece, em fotos e vídeos do evento, descobrindo a placa inaugural e discursando sobre a importância do projeto.

“Não foram, tão somente, 400 pessoas, aproximadamente, que foram alcançadas pelo fato de estarem presentes na solenidade, mas sim, em verdade, essa inauguração alcançou toda a comunidade local, ou melhor ainda, todo o eleitorado municipal, que acompanhou pela imprensa o evento inaugural da obra”, afirmou Xavier.

O parecer será anexado no TSE a um recurso da coligação Mossoró pra Você contra a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte, que manteve a candidatura de Maria de Fátima e sua vice. O relator do caso é o ministro Joaquim Barbosa.

Segundo uma pesquisa divulgada esta semana pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, do final de 2008 a março deste ano, 357 prefeitos, vice-prefeitos e vereadores eleitos no ano passado foram cassados por compra de votos ou uso eleitoral da máquina administrativa. Outros quatro mil processos relacionados à corrupção eleitoral ainda estariam pendentes de conclusão na Justiça Eleitoral.

Quadrilha

 

Quem se habilita a dizer o nome dos artistas aí acima? É só deixar nos comentários.

 

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Sobre o tempo

Caro leitor,

 
Só para avisar que a etiqueta com a previsão do tempo abaixo, é atualizada diariamente e fornece dados dos próximos três dias:

 


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